25 de novembro de 2012

Rafting em Brotas-SP


No Brasil opção é o que não falta para quem curte um bom turismo de aventura. A Chapada Diamantina (BA), a Chapada dos Veadeiros (GO) e a cidade de Bonito (MS) são exemplos de locais que têm tradição e estrutura para receber esse tipo de visitante. Por isso, quando surgiu uma folguinha esse mês, pensamos em todos esses destinos. Eis que a passagem para a Bahia era muito cara, as chuvas da época podiam impedir um passeio na Chapada dos Veadeiros e descobrimos que Bonito é pra turista rico – mochileiro não tem vez porque os preços são proporcionais à beleza do lugar.

Até que li sobre a cidade de Brotas, São Paulo, famosa pelo ecoturismo e os esportes de aventura. Vimos que lá tem um dos circuitos de rafting mais frequentados do país, e aí me empolguei. Já na capital paulista, sem carro, tivemos que enfrentar 4h de ônibus porque a cidade fica a 235 km. A única empresa que leva é a Viação Expresso de Prata, que sai do Terminal Rodoviário Barra Funda (ida + volta por R$ 100,00). A viagem é bem tranquila e confortável.

Chegando à cidade, fomos logo procurar as agências que fazem os passeios de rafting. Na primeira não conseguimos porque precisavam de, no mínimo, 4 pessoas para fechar o passeio. Procuramos outra, a Agência Alaya, que logo confirmou vaga para o dia seguinte. A empresa é muito profissional, com instrutores qualificados, boa infraestrutura, serviço de fotografia e tudo mais. O rafting sai por R$ 85,00 para cada pessoa, sendo que a empresa leva de ônibus até o local: o Rio Jacaré Pepira. O pacote de fotos sai por R$ 40,00. 


Lá conhecemos a Rose e o Alessandro, que fizeram rafting com a gente, e a Elenita e o André, que fizeram KR9, outra modalidade. Nosso instrutor era o Marcos, um cara muito gente boa que já competiu profissionalmente nessa atividade. Aliás, uma equipe da cidade já foi campeã mundial. Quando dissemos que éramos do Pará, a primeira coisa que ele perguntou foi: “a terra do cupuaçu?”. Tenho a impressão de que o nosso cupu é mais apreciado do que o açaí por aí.

Antes de a ação começar, ele perguntou: “vocês querem com emoção ou pânico?”. O clima nesse dia tava perfeito: muitas nuvens no céu, sem sol e sem chuva.




O percurso inteiro dura mais de 1 hora. É longo mesmo! Dá pra aproveitar muito bem. Vai alternando trechos mais calmos e outros com várias quedas. Em uma dessas fui segurada pelo colete pra não ser lançada pra fora, só por precaução, mas se a gente seguir as ordens direitinho, isso não acontece. A sequência final de quedas é a melhor de todas! Se chama “game over”, segundo o Marcos. É um grito atrás do outro! Tem também uma descida que eles chamam, carinhosamente, de “vai com Deus”. Ele faz umas manobras em alguns lugares, molha a galera, enche o bote de água e brinca com todo mundo. Recomendo muito, tanto o rafting quanto a agência!



A dica é levar sempre um par de tênis velhos para praticar rafting (levamos os nossos molhados de volta pra São Paulo e, 3 dias depois, ainda estavam molhados...) e roupas leves. Além disso, só levar câmera se ela for à prova d’água. Quem vai na frente do bote se ferra um pouquinho mais, mas fica com a parte mais emocionante.

Em Brotas tem também canyonismo (rapel em cachoeira), boia-cross, tirolesa a 120m de altura, arvorismo e várias outras atividades. Essas vão ficar pra uma segunda visita.

Amazônia Aventura

Durante o passeio, eu ficava pensando no quanto a região amazônica tem potencial para o turismo de aventura e quase não aproveita. Minha cidade, Monte Alegre (PA), por exemplo, tem cachoeiras lindas e enormes e corredeiras que renderiam um rafting nível “hard” e muito canyonismo, além de serras para praticar escaladas e trilhas. Fica a dica para os empresários visionários e para o poder público, porque o acesso ainda é difícil e não há infraestrutura para essas atividades.

4 comentários:

  1. Oi, juuuu!

    Menina, o mais próximo que eu cheguei de esporte aquático foi surf na tábua de madeira. Kkkkk!!

    Eu sou louca pra praticar rafting, mas agora, mais do q nunca, vai ficar pra depois.

    Realmente Monte Alegre tem todas as condições naturais para esportes de aventura.

    Bj.

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    1. Falando em surf na tábua de madeira, lembrei de uma vez em que o Itajury e o Bira resolveram participar do Surf na Pororoca, só que nadando! Que tal? Quase que os dois doidos se afogam. huahuehuaua!

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  2. Juuu me leva nas cachoeiras de Monte Alegre!!!=) Meu sonho é conhecer esses lugares que dissestes. Da próxima inclui na lista Minas Gerais, lá tem a Serra do Cipó e o forte é ecoturismo com tudo que tem direito. Curto demais essas aventuras, apesar de sempre me afogar, mas sobrevivo!hahahaha. Dorei si blog.=***
    Vanessa

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    1. Claro que eu levo, Van! Passei os 4 anos da universidade (5, na verdade) fazendo propaganda de Monte Alegre, né? Tá mais do que na hora de conhecer. Só fiquei preocupada de seres levada cachoeira abaixo agora com essa propensão a afogamentos...
      Já anotei na mente: Serra do Cipó agora tá na lista dos desejos também! :* Beijão!

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