3 de janeiro de 2013

Dexter: o serial killer mais amado da TV


Quando gostamos de um filme ou de uma série, quase sempre nos identificamos com o personagem principal em algum sentido. Mas e quando esse personagem é um serial killer? A série Dexter já está indo para sua 8ª temporada, provando que, sim, é possível inovar a receita e ter sucesso no mundo do entretenimento.

Para todos os efeitos, Dexter Morgan é um cara sossegado que trabalha na área de ciência forense para o departamento de homicídios da Polícia de Miami. Mais especificamente, ele trabalha com análise de sangue. Nas cenas de crime, ele estuda o padrão de derramamento de sangue e, a partir disso, é capaz de descobrir muito do que se passou ali. O que ninguém sabe é que, à noite, ele sai para matar.

As vítimas não são aleatórias: só entram na lista vermelha outros assassinos, e só depois que ele consegue provas de que estes são culpados. Se a polícia não conseguiu pegar o cara pelos meios legais, ele dá um jeitinho. Mas não pense que ele faz isso por justiça ou em busca de um mundo melhor. Dexter simplesmente precisa matar, o que pode ser explicado por um trauma que sofreu quando ainda  era criança. A maior ironia da história é o fato de ele ter aprendido as regras para matar - sem deixar rastros - com o seu próprio pai adotivo, que era policial e percebeu que não havia outro jeito de o filho sobreviver à sociedade.

As mortes são feitas na base da faca, do enforcamento, do machado e até da serra elétrica, com direito a ritual e um papo reto entre assassino e vítima momentos antes da hora H. Paralelo a isso, a gente acompanha o drama cômico de um psicopata tentando socializar e parecer normal: namorar, ter amigos, ser simpático, trabalhar, ser um bom irmão... Tudo isso sem pirar e querer matar todo mundo ao redor.

O pior é que, em muitos momentos, a gente chega se identificar com o Dexter. Quem é que não precisa contar uma mentira ou outra? Quem não se cansa das convenções sociais de vez em quando? Quem não quer ser bem visto? Quem nunca teve vontade de esganar alguém? Tô brincando nessa última parte... No fim das contas, a gente torce pelo malvado da história, especialmente porque sabe que ainda lhe resta um fio de humanidade.

Tenho um interesse inexplicável por psicopatas ou sociopatas (que são a mesma coisa). Não é que eu goste deles - tá amarrado, em nome de Jesus! -, mas acho muito intrigante esse transtorno de personalidade.

Os atores – Quem interpreta Dexter é um cara de quem eu nunca tinha ouvido falar antes: Michael C. Hall. Já a irmã dele, Debra Morgan, é interpretada pela “Emily Rose” do cinema, Jennifer Carpenter (que também fez a repórter lazarenta de “Quarentena” – ela gosta de fazer loucas e possuídas). Como se passa na latino-americana Miami, vários dos atores/personagens têm origem latina (cubanos, mexicanos, colombianos etc.) e rolam vários diálogos em espanhol. Achei isso o máximo! A 5ª temporada tem participação especial da Julia Stiles, de “10 coisas que eu odeio em você” e da trilogia “Bourne”. Gosto muito dela em papéis dramáticos.

A série é transmitida pelo canal FX Brasil.

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