13 de julho de 2013

Viena: cidade da música, da nobreza e da boa vida

A Áustria foi o país onde passei a maior parte da viagem. Tive duas semanas para conhecer um pouco da vida local, da arquitetura fantástica de Viena e das paisagens alpinas, além de experimentar vários chocolates, bebidas e comidas (Ah, as comidas...). Tudo isso num clima friozinho fora de época, pois em junho já deveríamos estar no fim da primavera, mas pegamos temperaturas de 9 a 13 graus na primeira semana porque o tempo tava meio louco.
  
Minha estadia não foi em Viena, mas em Guntramsdorf, uma pequena cidade do distrito de Mödling com acesso fácil a Viena (cerca de 1 hora de trem, que passa a cada 5 minutos). Como expliquei, a família do Andreas tem uma casa na cidade. Além da praticidade de ter hospedagem, o lado bom de não ficar em hotel foi poder entender melhor os costumes de uma típica família local. E olha que até lavar a louça foi uma experiência diferente...

Guntramsdorf fria nos primeiros dias. Tão pouco movimentada que às vezes parecia uma cidade fantasma
E mais quentinha nos últimos: lago que corta a cidade; e cerejeira comemorando a chegada do verão
Qualidade de vida
Embora não seja tão badalada quanto outras capitais europeias, Viena é uma cidade que tem muito a ensinar ao mundo. Com 1,7 milhão de habitantes, a capital austríaca foi considerada a melhor cidade do mundo para se viver em 2012 – assim como em 2010 e 2011, segundo pesquisa da consultoria internacional Mercer. Imagina o brilho nos olhos *u* de alguém que nunca havia estado nem na 100ª melhor cidade... É até difícil compreender como as estações de metrô e de trem não têm sequer uma catraca que garanta que você comprou a passagem, contando apenas com o bom senso dos passageiros e de raros fiscais à paisana (em 2 semanas não vi nenhum).

A língua oficial é o alemão, mas até eu, que não falo, percebi que o alemão deles é totalmente diferente do alemão que ouvimos nos filmes. Todos lá entendem o chamado alto alemão (usado na escrita oficial), mas dizem que quando dois austríacos conversam parece outra língua.

A arquitetura de Viena esbanja o requinte do passado e é linda! Palácios, igrejas góticas e prédios suntuosos pra todo lado dão a impressão de que voltamos alguns séculos no tempo.

A linda e barroca Karlskirche.
Duas igrejas com arquitetura gótica: Votivkirche e Stephansdom.
Palácio de Schönbrunn 
Construído no séc. 17, esse palácio foi residência de verão para a família imperial austríaca do século 18, sob domínio da imperatriz Maria Teresa, até a II Guerra Mundial. Ali também cresceu a arquiduquesa Maria Leopoldina de Habsburgo, que depois casou com o futuro imperador brasileiro Pedro I (ai, essas panelinhas imperiais...). Além do palácio, o local abriga um parque com lindos jardins, um labirinto e o zoológico mais antigo do mundo, o Tiergarten Schönbrunn, que também chamam de Viena Zoo. Mais tarde, farei um post só sobre o zoológico. ;)

Fachada do palácio e tradicionais carruagens que podem ser alugadas

Gloriette de Schönbrunn (ao fundo na primeira foto), fontes e jardins
O esquilo que se aproximou na esperança de que eu desse alguma comida pra ele ^_^
Palácio de Hofburg 
Foi a residência oficial e centro do poder dos Habsburgo, soberanos da Áustria do século 13 ao início do século 20. Foi ali que nasceu a famigerada Maria Antonieta, que casou com o então futuro rei da França Luís XVI e acabou guilhotinada, mas isso é tema pra quando falarmos sobre a França. Hoje, Hofburg é um complexo com vários museus (incluindo os apartamentos imperiais e as joias da Coroa), Biblioteca Nacional e o gabinete do presidente do país. 

O complexo Hofburg. Na foto à direita, estátua em homenagem ao austríaco Mozart
Por ser a capital da música erudita e a terra onde viveram e morreram Mozart, Beethoven, Schubert, Strauss e vários outros, Viena respira música. Mozart é um dos grandes símbolos do país, por isso o músico é visto em toda parte: estátuas, souvenires, marionetes (o teatro de marionete é típico do país) e chocolates. No centro da cidade, a gente vê dezenas vendedores fantasiados como ele, prontos pra abordar turistas e vender ingressos de concertos e óperas (achamos um que falava alemão, inglês, espanhol e até arranhava português, veja só).


Dizem que Viena também é uma das capitais europeias mais baratas. Pra quem converte real em euro, tudo parece caro, mas achei a alimentação e o transporte mais baratos do que nas outras cidades por onde passei. Além disso, as pessoas são muito simpáticas e solícitas, o que aumenta a impressão de que viver ali é realmente um privilégio.

4 comentários:

  1. Que delícia... e que belas fotografias (de quem são?). Lindo, lindo Ju!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Rosita, as fotos ficaram lindas mesmo, né? Modéstia à parte... Tirando as fotos em que eu apareço, as outras são minhas. =D
      Beijos, amiga!

      Excluir
  2. Ebaaa ela voltou!! Já estava com medo que minha amiga não voltasse mas hauhauha, tbm não é pra menos né Jussara Kishi, lugar paradisíaco, realmente tudo muito lindo e a forma que vc descreve realmente dá vontade conhecer, imagino sua felicidade de comer cereja no " pé da árvore" :) , as fotos realmente foram muito bem tiradas...Parabéns Ju!


    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada, Haninha!! ^_^
      Engraçado que eu vi tanto lugar bonito, mas comer no pé da cerejeira foi uma das coisas mais inesquecíveis. Hahahahaha...
      Saudades, amiga! Beijão!

      Excluir