21 de novembro de 2013

Palácio de Versalhes: por dentro da residência real francesa

Não basta ter dinheiro e poder; é preciso ~ostentar~. Que o diga a família real francesa quando começou a construir o Palácio de Versalhes, que foi a residência oficial dos monarcas do século 17 até o 19. O que dizer de um castelo com 100 hectares de extensão (= a uns 100 campos de futebol), 700 quartos, 2.153 janelas, 352 chaminés, 1.250 lareiras e 67 escadas, com um parque de 700 hectares em volta? Assim é o Palácio de Versalhes, localizado na cidade de mesmo nome, nos arredores de Paris.

O glamouroso portão de entrada



Construído pelo Rei Luís 14, estima-se que a obra exigiu 30 mil trabalhadores e custou tão caro que quase quebrou a França inteira. É fácil entender o por quê depois de dar uma volta pelos principais cômodos do palácio, que poderiam abrigar uma cidade toda. Os Grands Appartements são salões enormes decorados com quadros famosos, esculturas de divindades gregas, muito mármore, muito ouro (inshalá!) e cortinas de veludo. A Galeria dos Espelhos é um mega salão, onde as festas do reino bombavam. Tem 17 espelhos de um lado da sala, que iam do chão ao teto, e longas janelas do outro lado, que dão de frente para os jardins. Aliás, espelhos eram itens caríssimos na época, podendo custar mais que um navio de guerra (não sei se a informação procede), e que exigiam anos de trabalho.

Além da construção principal, existem dois palácios menores. Para chegar até eles, existe um trem circular (pago), mas dá pra ir de bicicleta ou a pé (eu acho). É nesse percurso que podemos ter uma dimensão aproximada do tamanho da área do Palácio. São fontes e mais fontes, lindos jardins e gente pra tudo que é lado. Os palacetes se chamam Grand Trianon e Petit Trianon, que serviam como válvulas de escape para os reis e rainhas, quando não aguentavam a regrada vida na corte, e às vezes também como ninhos de amor para os ~danadinhos~ encontrarem seus amantes.




O Quarto da Coroação leva esse nome por causa do quadro de
Jaques-Louis David. Napoleão gostou tanto da pintura de sua própria coroação
(cujo original está no Louvre), que mandou fazer uma cópia.
Se naquela época já existisse celular com câmera,
os espelhos teriam mais uma utilidade...
Galeria dos Espelhos


Rainha polêmica

A moradora mais polêmica de Versalhes parece ter sido a Rainha Maria Antonieta, que gostava de uma boa orgia, digo, farra. Foi odiada pela população por, supostamente, não se preocupar com a crise econômica do país, enquanto continuava com seus luxos, e manipular o marido, Rei Luís 16, que também não era muito popular. “Se não têm pão, que comam brioches”, teria dito a rainha, mostrando desprezo pelo sofrimento do povo. Acredita-se que o casal levou 7 anos para “consumar” o casamento (o tipo de informação que não acrescenta em nada, mas a gente adora saber, né?). Ela e o rei acabaram seus dias sendo executados durante a Revolução Francesa. Recomendo o filme “Maria Antonieta”, com a atriz Kirsten Dunst, que foi filmado dentro do Palácio de Versalhes.


Cenas do filme "Maria Antonieta", de Sofia Coppola

Hoje, o Palácio de Versalhes é um museu, sendo o ponto turístico mais visitado da França (sim, mais do que a Torre Eiffel).

Agora um pouquinho dos jardins:



Olá, plebeus.



Visitas - O ingresso com acesso total por um dia - para visitar o palácio principal, os jardins e os aposentos de Maria Antonieta (incluindo os palacetes Trianon) - custa em torno de 25€ aos finais de semana e feriados, na alta temporada (abril a outubro). Nos demais dias da semana e nos demais meses do ano, o ticket custa 18€. Já o ingresso só para o palácio principal custa cerca de 15€. Para chegar lá, basta pegar a linha C do trem RER, para a estação Versailles - Rive Gauche. O preço é em torno de 5€ ida+volta e o percurso dura uns 40 minutos.

OBS: Gente, desculpa pelas fotos gigantescas, mas achei que essas imagens mereciam. ;)

Um comentário:

  1. Olá, Ju!

    Estive em Versailles no mês de julho passado. Muita pompa,muito luxo... e muito dourado. Mas é bonito de ver. Gostei de ter ido. Vale a pena.

    ResponderExcluir